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LEMBRANÇAS DO BRASIL:
As Capitais Brasileiras



Capa dura, 23x32cm (fechado). 248 págs,
624  imagens  (papel couché, 4 cores).  R$148,00 Disponível em português e inglês.

 


LEMBRANÇAS DO BRASIL:
As Capitais Brasileiras

Impresso com aprimorada qualidade gráfica,  apresenta  um acervo de mais de seiscentas imagens, com cenas de interesse urbanístico,  arquitetônico  e  etnográfico,   num  extenso repositório  visual  produzido pelos melhores  fotógrafos da época, constituindo um documento inestimável, já que muitas das vistas são raridades e, em alguns casos, últimos remanescentes de fotografias retratando cenários urbanos já  inexistentes. Trata-se de imagens que retratam a atmosfera da sua época, observada a partir dos estilos arquitetônicos, dos modelos dos carros e até do vestuário dos traseuntes, que permitem ao leitor realizar uma verdadeira viagem no tempo e no espaço.

O percurso visual do livro inicia-se no Rio de Janeiro, então porta de entrada  e  principal cidade do país,  tomando como ponto de vista a viagem de um turista vindo de além-mar, o qual após percorrer a antiga Capital Federal e a região Sudeste, interna-se no país, visitando sucessivamente as regiões Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Norte,  conhecendo as  quase trinta cidades citadas na obra, todas elas capitais ou antigas capitais  estaduais  e  portanto as mais importantes do Brasil da época. Os textos, que são resultado de exaustiva pesquisa bibliográfica, contam parte da história daquelas cidades e, sobretudo, citam viajantes e cronistas, reunindo depoimentos que dão vida as imagens.

Produto de mais de  dois  anos  de  pesquisa,  desde o ponto de vista  da  sua iconografia, esta obra é sem dúvida a mais ambiciosa já editada sobre  o  conjunto das capitais brasileiras,  já que foram analisadas  mais  de dez mil imagens, foram consultadas mais de trezentas obras de referência e contatados  mais de cinqüenta especialistas sobre as cidades citadas. Também foi realizado um completo trabalho de campo, visitando todas as localidades retratadas e confrontando cada uma das imagens publicadas com a situação atual daqueles logradouros: palácios e prédios públicos, residências, ruas, praças,  pontes e outros diversos cenários urbanos,  constatando em muitos casos, as mudanças quase completas daqueles locais após a passagem, em alguns casos, de mais de um século.

CARTÃO-POSTAL,
O RETRATO DAS VELHAS CIDADES BRASILEIRAS
Prefácio de João Emilio Gerodetti

Após termos concluído, com felicidade, nosso passeio pelo Estado de São Paulo, por meio da trilogia Lembranças de São Paulo, propomo-nos a estender  nossas  andanças  pelo Brasil afora,  pelas capitais  e  ex-capitais  dos estados,  sempre por meio de imagens de ótima qualidade gráfica.

E  nosso  passeio  se fará,  voltando  no  tempo,  à assim  chamada  "Época de Ouro"  do  cartão-postal,  que corresponde às primeiras  décadas  do  século XX,  com   ícones   maravilhosos  das  cidades  brasileiras,  onde   habilidosos,   inspirados  e, freqüentemente,  anônimos  arquitetos  ergueram   palácios,  fortalezas,   teatros,  edifícios  públicos  e  inteiros  quarteirões residenciais, com admirável requinte, num período em que a estética certamente prevalecia sobre a funcionalidade.

Em épocas recentes,  visitei  várias  daquelas  cidades e,  em algumas,  ainda  pude  ver  esquícios  desse  glorioso  passado arquitetônico, como é o caso do Rio de Janeiro,  onde afortunadamente ainda restam  muitos imóveis preservados;  Salvador, onde está havendo uma eficaz obra de restauro do seu centro, ou, ainda, Ouro Preto, que está quase intacta.

Brasília, nossa capital, farta e admiravelmente documentada por meio de fotos, muitas delas aéreas, será visitada na época de sua construção, na década de 1950.

As cidades, entretanto, como as que poderão  ser  vistas nas páginas deste livro, correspondem a imagens do passado, muitas das quais somente existem nos postais e álbuns de lembranças.

E toda essa obra nos  foi dado conhecer,  por mérito  dos fotógrafos  e editores da época,  muitos dos quais também anônimos, que, com sua refinada arte,  nos deixaram esses  postais  e  álbuns,  que constituem  o  melhor acervo iconográfico das velhas cidades brasileiras.

Assim, mais uma  vez,  queremos  compartilhar  com  nosso  público o prazer de  olhar  esses antigos e belos retratos, fazendo votos, também, para que esta obra possa contribuir  para  reforçar uma mentalidade que,  felizmente,  já se instalou em nossa gente: a da preservação do patrimônio histórico e artístico que, em muitos casos, ainda é considerável.

 UM DOCUMENTÁRIO ALÉM DA SAUDADE
Prefácio de Carlos Cornejo.

A Belle Époque, nos primórdios  do  século XX,  foi considerada uma  época  de  esplendor,  com  desenvoltura  de costumes e formas de pensar peculiares. Uma de suas manifestações foi  a  moda de intercambiar cartões-postais,  com cenas coloridas e atraentes que denotavam uma visão de mundo otimista.

O cartão-postal revelou-se, desde sua criação,  uma inovação artisticamente  significativa e uma inestimável  fonte de imagens para a história das cidades, já que, pelo fato de registrar vistas de um mesmo local  em diversas épocas,  se transformou num documentário, retratando a dinâmica da transformação urbana e social.

Visto em retrospectiva, o cartão-postal veio confirmar sua importância  como  uma das mais valiosas fontes iconográficas sobre as cidades do Brasil, assim como a transcendência  da  cartofilia que,  ao resguardar as vistas estampadas nos cartões-postais, preserva parte da memória histórica, coletiva e privada.

Um documentário muito além da saudade, o postal fazia parte  do cotidiano das pessoas de um jeito que hoje é difícil imaginar. Os cartões-postais  eram  concebidos  como  peças  artísticas  e  reproduzidos  por  artistas gráficos  com  auxílio  de técnicas aprimoradas de impressão. Na sua época de ouro, o cartão-postal  era um meio  de comunicação eficiente, que permitia a troca de mensagens breves, acrescidas de uma imagem.  Quando a fotografia  ainda era coisa de profissionais, o cinema engatinhava e inexistiam o rádio e a TV,  os postais eram  uma  importante referência visual,  em certo sentido,  precursores dos modernos meios de comunicação, retratando locais significativos das cidades, cenas típicas e pitorescas, tipos populares e personalidades, já que nada escapava à curiosidade insaciável dos fotógrafos, ávidos por atender um público ansioso por novidades.

As mensagens daqueles postais veiculavam impressões de viagem,  comentários,  notícias,  lembranças,  felicitações,  agrados, declarações  amorosas,  reclames,  simples  lembretes  ou  lacônicas  saudações.  O postal  oferecia  uma visão idealizada da realidade que era compartilhada com aqueles que ficavam distantes.  Era uma forma de dizer:  "gostaria que estivesse aqui", "olha onde minha viagem me trouxe",  "desfrute da beleza desta  paisagem tanto quanto eu".  Imagens dispersas por todos os quadrantes que permitiam percorrer cidades remotas e compor um mosaico da beleza múltipla do Brasil.
 

 

 

 

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