VOLTAR

MINERAIS E PEDRAS PRECIOSAS DO BRASIL
CARLOS CORNEJO

PEPITA CANAÃ

A portentosa pepita “Canaã”, procedente de Serra Pelada, no Estado do Pará. Suas dimensões de 29,5 x 42,5 centímetros, peso bruto de 60.820 gramas e peso líquido de 52.332 gramas tornam este espécimen do acervo do Museu de Valores do Banco Central, em Brasília, a maior pepita de ouro já encontrada no Brasil e a maior do mundo atualmente em exposição. Foi descoberta em 13 de setembro de 1983, no Garimpo da Malvina, em Serra Pelada, pelo garimpeiro paraense Júlio de Deus Filho, fazendo parte de uma pedra maior, com aproximadamente 150 quilos, que se fragmentou ao ser retirada. Adquirida no próprio garimpo pela Caixa Econômica Federal, por conta do Banco Central e com fundos do Tesouro Nacional, foi incorporada às reservas oficiais do País. Pepitas deste tamanho são geralmente constituídas por massas irregulares, contendo impurezas tais como paládio, metal nobre e igualmente valioso. É importante notar que quantidades diversas de paládio, prata, platina, cobre, ferro, zinco e outros elementos podem alterar a cor amarelo-ouro característica e mais conhecida do metal. O Museu de Valores do Banco Central possui em seu acervo 64 pepitas de ouro de valor histórico. Conforme o site do Museu: “Procurou-se fazer uma homenagem aos milhares de brasileiros que participaram da saga contemporânea do garimpo, na década de 1980, revirando a terra em Serra Pelada, Cumaru e Maracaçumé, entre muitos outros locais. Esses garimpeiros encontraram as três maiores pepitas de ouro do mundo que ainda são preservadas em seu estado natural.” Fotografia de Marcelo Lerner.