SOLARIS EDIÇÕES CULTURAIS
Nau Brasilis:  a história, a trajetória e a retomada da construção  naval brasileira
Autor: Carlos Cornejo.

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Lançamento ao mar, às 17:30 horas de 10 de dezembro de 1991, do cargueiro híbrido ro-ro/lo-lo Betelgeuse (casco nº 403), cujo nome deriva de uma estrela vermelha da constelação de Alfa-Orion. Com 192,20 metros de comprimento, 33.100 tpb e velocidade máxima de 19 nós, era destinado ao transporte de veículos automotores e contêineres. Foi encomendado ao Estaleiro Emaq pelo armador Transroll Navegação S.A., empresa com sede no Rio de Janeiro, que passou a operar com navios próprios em 1979, a partir da incorporação do cargueiro Pioneiro, na rota do Brasil, Argentina e costa oeste da América do Sul. Em 1987, a Transroll Navegação iniciou um plano de renovação da frota, com a construção de quatro navios, de duas classes: a “T1”, composta pelo Intrépido e o Independente, e a “T2”, composta pelos navios multifuncionais Betelgeuse e Belatrix. Segundo Marcelo Lopes, no site Navios Mercantes Brasileiros, originalmente previa-se que seriam construídos pelo estaleiro da Verolme, mas, com o desenvolvimento do projeto, a construção foi entregue ao Estaleiro Emaq, e a capacidade de transporte de veículos na superestrutura foi alterada, passando o convés superior a carregar contêineres (sendo possível o transporte completo apenas com contêineres a partir da remoção dos pontões de interligação dos deques). “Sua capacidade é de 2.232 TEUs e para a movimentação de cargas possui três guindastes eletro-hidráulicos com capacidade para até 40 toneladas a 32 metros de distância. Sua rampa pode operar com trânsito nos dois sentidos, com cargas de até 500 toneladas. O passadiço é digitalizado, com sistemas IVMS Sperry de controle de navegação, sistemas de radares Arpa e piloto automático ADG, o qual permite seu comando por apenas um homem, tendo consoles de comando também em ambas as asas do passadiço, bem como o controle de seu bow thruster (sistema de hélice transversal para auxiliar as manobras de atracação e desatracação).” Imagem do arquivo da Comissão de Fábrica do Estaleiro Ilha S.A.

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